UNO é uma página pessoal.
Minha idéia de página pessoal é um tanto naiff:um lugar para contar coisas, partilhar idéias, mostrar um pouco de mim e de meu trabalho. Como na Internet há lugar para tudo... Seja bem-vindo :)
De onde diabos veio a idéia para o nome UNO?
Bom, aí é uma história estranha ... :)
A Versão Conceitual:
Cada pessoa é única. Nosso legado cultural, nossas idiossincrasias, influências e peculiaridades biológicas fazem de cada um de nós um "pacote" diferente. O Milagre Termodinâmico, como citou Dr. Manhattan (Watchmen). No entanto, por mais preciosa que cada pessoa seja, ainda somos apenas partículas. Uma voz perdida na Net. Todos os dias temos a oportunidade de falar através da Web com milhões de pessoas.. mas sempre será uma de cada vez. Um meio de massa (embora esse termo seja discutível) que age individualmente, tornando cada mensagem acessível, mas dispersa...
UNO representa esse paradoxo e se baseia nele: apenas mais uma voz na Web, tentando displicentemente fazer diferença. Vai fazer? Isso não há como prever... Mas é aí que está a graça do negócio :)
O que REALMENTE aconteceu:
Eu estava feliz e contente desenvolvendo um site chamado UTOPIA, que representava também esse desejo inalcansável de fazer diferença no meio de milhares de home pages. Quando eu já estava com meio caminho andado - incluindo uma vinheta animada feita em 3D Studio pelo Rufino (valeu, BUGGS :), um amigo do Rio, Leandro Bulkool (Fala, figuuuuraaaaaa! :) me chega feliz e faceiro e me convida a dar uma olhada em seu novo site... "Utopia"! Bom, eu não pretendia fazer concorrência, e achei que não havia como se remediar isso... mas eu já tinha uma vinheta. Então fiz o que qualquer publicitário faria em meu lugar: fui até o dicionário e procurei outra palavra que começasse com "U" ;) Para fim de conversa, achei o conceito do "Uno" bem mais amarrado...
Apesar de tudo... Esse processo "tapeado" acabou não interferindo, porque de qualquer jeito o site ainda tem um conceito - um conceito que eu realmente gostei e "comprei". E afinal, isso é apenas um ponto de partida...
Sou um cara à procura. De que, ainda não sei. Respostas? Acho que procuro mais boas perguntas que respostas. Acho mesmo que de respostas já estou atolado ;). Alguém que não me lembro agora disse que a viagem é menos o destino e mais o caminhar.
Sei que tenho sido vítima da grandeloqüência. Costumo ser arrebatado por idéias megalômanas, atraentes e frequentemente inexeqüíveis. Sim, por que não? Eu gostaria de fazer algo grandioso. Adoraria ser grandioso, ao invés de balbuciar lugares-comum. Mas a impraticabilidade tem deixado a maioria de minhas idéias morrerem, se não na praia, antes dos recifes. E na indecisão entre podar idéias complexas ou realizar projetos complicados, tenho estado... inerte. Minha última mostra em público foi há três anos (1994), e desde lá tenho me dedicado a naufragar meus elefantes brancos. Blame on me. Atire o primeiro briefing aquele que nunca teve bloqueios de criação.
Sempre achei que minha formação profissional teve certo peso nesse conflito. Muita coisa muda após a graduação (Comunicação/Publicidade). No trabalho do dia-a-dia existe sempre a pressão dar respostas precisas. Não há muito campo para experimentação quando se trabalha como dinheiro dos outros - ou melhor, até há, mas a abordagem é outra, o buraco é mais embaixo... O fato é que mesmo havendo espaço, você ainda está lidando com um investimento, que tem responsabilidades de retorno. Minhas necessidades às vezes são outras, mais pessoais. Canalizar energia criativa de modo prático é algo lindo, mas não podemos ser práticos o tempo todo. O pragmatismo mata aos poucos a sensibilidade que nos faz o que somos. O pragmatismo chuta a canela do padre se esse for o caminho pra ganhar a hóstia. E isso é outro mérito que não me cabe discutir agora...
Resolvi agir antes de me exaurir através da angústia dessa inércia criativa. Testar. Mexer. Fuçar. Me salvar, quem sabe. Não, na verdade não espero me salvar com isto. O que estou tentando aqui é um parto para mim. Escapar aos meus bloqueios, driblar a voz à minha nuca que me diz para ser perfeito de primeira, para entrar no ar já com o trabalho 100%. Vim aqui experimentar, e me expor com coisas que ainda não são, mas podem ser.
Aonde vou chegar com isso? Não sei. Talvez não saia do lugar. Talvez uma semana baste para que eu me derrote e volte a ser um cliché como todo mundo. Mas - parafraseando Carl Sandburg - sou um idealista; não sei aonde vou, mas já estou a caminho!
Bom, esse é o resumo da ópera. Resolvi manter agora uma lista de updates para facilitar a vida de alguns visitantes costumeiros. Tem também os créditos dessa coisa toda, o mapa deste site e uma pequena descrição as seções que compõe o site UNO. Ande, fuçe e se divirta.